Um grupo de pessoas de Jaú deverá acionar na Justiça o empreendimento Thermas do Tietê, que está sendo construído em Pederneiras. A ação vai pedir o ressarcimento do valor pago pelos títulos do clube, que não foi construído. Em Pederneiras, a Câmara solicitou a intervenção do Ministério Público para solucionar o mesmo problema. Na região foram vendidos cerca de 6 mil títulos do parque aquático. Desses, pelo menos 3 mil foram negociados em Pederneiras e outros mil em Jaú. Nos dois telefones do escritório do grupo em Jaú não foram encontrados os responsáveis pelo Thermas. Um dos telefones foi repassado a uma residência. No outro ninguém atendeu às ligações do Comércio. O advogado Rosan Jesel Coimbra, de Jaú, está cuidando de várias ações desse tipo. Ele disse que as pessoas que tiverem interesse em ter o dinheiro dos títulos de volta devem proceder dessa forma. Ainda segundo ele, aqueles que quiserem manter o título podem pedir à Justiça que determine uma multa por dia de atraso na entrega do parque aquático. Para isso a Justiça deverá determinar um prazo para a conclusão das obras. Depois desse prazo a multa começaria a ser cobrada. Os títulos do grupo Thermas foram vendidos em 1997 e 1998. A previsão inicial era de que o parque aquático estivesse terminado em 1999. Ele fica na margem esquerda do rio Tietê, em Pederneiras, ao lado da rodovia Jaú-Bauru. O terreno foi cedido pela Prefeitura de Pederneiras. Câmara Todo o empreendimento, que contaria com piscinas, chalés, hotel, restaurante, parques, quadras e outras dependências, teve seu projeto orçado em R$ 5 milhões. Esse valor foi calculado em 1999. A Câmara de Pederneiras encaminhou ao Ministério Público um pedido para que interceda no caso, cobrando definitivamente a conclusão do parque aquático ou o ressarcimento dos títulos vendidos. Segundo o vereador Reginaldo Jorge dos Reis Monteiro (PT), de Pederneiras, a situação se agravou a partir do ano passado, quando houve nova promessa de conclusão das obras. "Mas até agora só há no local um toboágua, uma piscina, um restaurante e alguns alojamentos. Além disso o empreendimento está paralisado", disse. Monteiro disse também que o Ministério Público poderá acionar o grupo Thermas por causa do corte de árvores em uma área de preservação ambiental na margem do rio.