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Rolando Boldrin lança segundo livro de causos

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Créditos: Divulgação
postado  Postada em 02/09/2012  
João Guilherme D´Arcadia

) joao@comerciodojahu.com.br

“O Brasil do interior tem um imperador chamado Rolando Boldrin”. É com essa frase que o ator e humorista Chico Anysio definiu o mais conhecido contador de causos do País – na contracapa do livro História de Contar o Brasil: um Carroção de Causos de Rolando Boldrin. A publicação da editora Nova Alexandria traz quase cem situações irreverentes frutos da cultural oral brasileira.

Em entrevista ao Comércio, por telefone, Boldrin comentou como é o seu processo de produção e as inspirações para compilar os milhares de fatos que acumulou ao longo da sua vida, alguns dos quais contados semanalmente no programa Sr. Brasil, da TV Cultura.

De início, o autor comenta que a palavra “causo” não é mais uma corruptela da língua portuguesa. O termo está inclusive no dicionário. “O causo é um fato, uma história contada, com desfecho engraçado. É diferente da piada, eu tenho muita preocupação para que o texto não pareça piada”, diz. “Se não tem desfecho engraçado, se torna uma crônica”, analisa.

A origem da atividade de Boldrin reside na amizade que o autor constituiu, enquanto morava no interior, com “viajantes”. “O viajante era aquela pessoa que representava empresas de São Paulo no interior. Normalmente eles têm muitas histórias e eu fui colecionando institivamente os causos”, relata.

Hoje, se alguém lhe conta um fato novo, Boldrin guarda imediatamente. “Normalmente eu não preciso anotar nada. Se eu gostei, achei graça, eu guardo. Para não esquecer, anoto só algumas palavras-chave, alguns detalhes”. No ato de contar a história, surge o improviso, razão pela qual o apresentador nunca conta o mesmo fato do mesmo jeito.

No livro estão personagens comuns de qualquer cidade – os compadres, os desocupados, os políticos, os coronéis. Engana-se, para Boldrin, quem considera que esta realidade é só do interior. “O causo acontece no ambiente urbano também, em qualquer cidade grande ou lugar que tiver gente. É do tipo brasileiro, de qualquer região do País”.

Sem nostalgia

Conhecido por ser uma espécie de “arqueólogo cultural”, por resgatar a cultura de raiz na música e na poesia, Boldrin diz que a produção contemporânea neste segmento tem sido valiosa.

“Existe muita coisa boa, meu programa mostra isso, a enxurrada de cantoras, por exemplo, é uma coisa positiva”, diz o autor.

No segmento dos “causos”, Boldrin talvez seja o único a difundir a cultura oral diversificada do País. Uma boa amostra desta riqueza está no “carroção” de histórias agora editadas na forma de um livro.

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