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Material escolar

postado  Postada em 26/01/2013  
“Infeliz, inoportuna, agressiva e ofensiva a charge publicada na edição do Comércio do Jahu do dia 17. Obviamente que a educação nunca foi tratada com seriedade neste País, muito menos como prioridade em nenhuma das esferas. Criar, porém, ligação entre uma simples lista escolar e um assalto, no mínimo, é sem graça, incoerente e absolutamente sem qualquer motivo aparente para tal, concluindo: um ato de desinformação, acima de tudo, e desrespeito. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (base 2010), 33.125 pessoas frequentam escolas e creches em Jaú. Desse total, 25.726 estão em escolas públicas – municipais e estaduais (77,6%). Todos esses alunos recebem – gratuitamente – material escolar subvencionado pelos governos estadual e municipal, confirmados para 2013 – inclusive. Muito bem, nem sempre e nem 100% do material escolar estaria, está ou estará presente na outra parte, nos 22,4% que estudam em escolas particulares, menos de 1/4 da população. Mesmo porque hoje se reaproveita praticamente de 15% a 20% de uma lista do ano anterior e isso deve ser incentivado. E quanto, então, pelo valor médio, custa uma lista de material escolar para se utilizar durante todo o ano letivo? Vamos lá: menos de duas caixas de cerveja. Menos de duas escovas progressivas. Menos, bem menos que um único tanque cheio de combustível (gasolina) ou 1,5 de álcool. Um só! Custa menos que quatro picanhas. E custa menos do que cinco ou seis pés e mãos na manicure (sem enfeites e desenhos). Custa bem menos, mas bem menos do que duas pizzas grandes com refrigerante. Custa muito, muito e muito menos do que uma, uma única cesta básica (base SP). E qual dos itens citados acima é algum investimento em um filho, sobrinho, irmão? Ao menos, não para o futuro, do qual temos – todos juntos – de buscar por dias melhores e cuidar muito bem.”

Marcos Bordi, Jaú, por e-mail.

Nota da redação – O leitor, assim como os demais cidadãos do País, também tem inúmeros compromissos financeiros no início do ano, como o pagamento de impostos. A lista de material escolar é mais um elemento no orçamento de janeiro. O Comércio tem como um dos pilares de sua linha editorial a educação. O jornal, no entanto, não se exime da responsabilidade de mostrar que há sim custos envolvidos nesse setor, seja com o pagamento do material escolar – superinflacionado por papelarias de todo o Brasil –, com a mensalidade de instituições de ensino e de cursos extracurriculares. A charge é o retrato de uma situação, que usa humor, sarcasmo ou sutileza. Faltou, ao leitor, um pouco mais de espírito livre para interpretar o trabalho do chargista.

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