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Natalia Gatto Pracucho 01/08/2015

"A música está acima de definições", fala Jane Duboc

  
Jane Duboc tem vínculos com a música, a literatura e o esporte Danny Gurgel

Acostumada a cantar desde criança, Jane Duboc viu sua carreira deslanchar nos anos 70, quando trabalhou com Raul Seixas, foi integrante da Banda Veneno e ainda participou do coral da Globo, gravando várias aberturas de programas.

O reconhecimento nacional – conforme o próprio site da cantora – veio com sua fase romântica, quando em 1987 gravou as músicas “Chama da Paixão” e “Sonhos”. A consequência do sucesso foi integrar quatro trilhas de novelas, entre elas “Vale Tudo”, com a música “Besame”. Outro grande momento na carreira de Jane foi ter gravado o CD “Paraíso” com o falecido saxofonista Gerry Mulligan.

Além da música, Jane tem vínculo com a literatura e o esporte. Ela é autora dos livros “Através de Paredes”, “Jeguelhinho”, “Bia e Buze” (infantil), “Lian, o Surfista da Pororoca” (infantil) e “Tomara”. E ganhou muitas medalhas em competições estaduais de natação, voleibol, tênis e tênis de mesa.

A cantora e escritora Jane Duboc estará amanhã em Jaú para encerrar a 24ª edição do Festival de Inverno de Jaú. A apresentação, gratuita, será no Teatro Municipal Elza Munerato, às 20h30, junto com a Jahu Jazz Band – sob comando do maestro Fábio Lopes.

Em entrevista exclusiva por e-mail ao Comércio do Jahu, Jane Duboc falou sobre a carreira, suas lembranças, projetos e repertório para o show de Jaú.

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Comércio do Jahu – Apesar de ter ingressado no universo musical ainda criança, sua carreira deslanchou nos anos 70 e 80, principalmente com a repercussão das músicas “Chama da Paixão” e “Sonhos”. Como lidou com a fama naquela época? Sente algum tipo de nostalgia?

Jane Duboc – Foi tudo de forma muito natural. Amei ter podido viajar pelo Brasil cantando essas duas músicas que todos conheciam bem. Nunca liguei para essa história de fama. Lembro-me com carinho da época e continuo cantando essas composições em meus shows atuais.

Comércio – Qual o momento mais brilhante da sua vida? Tanto no campo profissional quanto no campo pessoal?

Jane – Quando gravei um CD com o mestre Gerry Mulligan a pedido dele em Nova York. Parecia que estava vivendo um sonho. Agradeço a Deus. Foi um momento bonito demais. No campo pessoal, é lógico que o maior prêmio é poder conviver com um netinho que adoro.

Comércio – Além de cantora, a senhora tem vários projetos paralelos, como escrever livros. Qual seu projeto atual e quais seus planos futuros?

Jane – Pretendo gravar um CD novo em setembro e estou no sexto capítulo de um novo romance.

Comércio – Em sua biografia, além da música, o esporte é presença marcante. Ainda hoje é dessa forma? Acompanha competições?

Jane – Adoro esportes. Pratiquei diversas modalidades quando moça. Hoje em dia, nado bastante. Acompanho tudo que é campeonato pela televisão.

Comércio – A internet promoveu mudanças diversas no meio musical e muitos artistas divulgam seus trabalhos gratuitamente. Para a senhora, esse fenômeno teve alguma consequência?

Jane – Nada melhor do que a democracia. O fato de você poder divulgar seu trabalho de forma direta com o público é sensacional. A escolha do consumo também é democrática.

Comércio – Ter uma canção nas trilhas de novelas ainda é “garantia” de sucesso, em sua opinião?

Jane – Claro que sim. É a melhor coisa no Brasil.

Comércio – A senhora prefere cantar ou compor? Por quê?

Jane – Gosto mais de cantar. Talvez eu seja muito crítica na hora de compor, mas até que gosto de algumas canções que fiz.

Comércio – O que a senhora acha da polêmica criada em torno do sertanejo universitário, surgida após a morte do cantor Cristiano Araújo. A senhora acha que existem gêneros maiores e menores?

Jane – Acho que existe verdade e mentira. O que é feito com amor vai ter repercussão duradoura. Não tenho preconceito com coisa alguma. A música está acima de definições.

Comércio – Já esteve em Jaú? Quais suas lembranças da cidade?

Jane – Já. Amei a receptividade, o carinho, a musicalidade.

Comércio – Como será seu show (amanhã) em Jaú? Quais músicas estarão no repertório?

Jane – Farei show com a orquestra de jazz (Jahu Jazz Band). O maestro Fábio (Lopes) me ajudou com o repertório. Faremos “Besame”, “Manoel o Audaz”, “Por Causa de Você”, “Cry me a River”, “Blues Afins”, “Sonhos”, “Chama da Paixão” e “Valsa dos Clowns”.

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