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João Guilherme D"Arcadia e Matheus Orlando 14/02/2016

Pedestres têm obrigações no trânsito

  
Fotos: Leandro Carvalho

Com preferência na rotina do trânsito e mais frágil na vida urbana, o pedestre também tem suas obrigações para manter a dinâmica das cidades mais segura e agradável. Especialistas ouvidos pelo Comércio alertam, contudo, que as pessoas que andam a pé são as mais desprestigiadas nos investimentos em mobilidade urbana – razão pela qual vários gestos imprudentes acontecem todos os dias. Em Jaú, não é difícil verificar cidadãos atravessando fora da faixa, no meio dos quarteirões ou até mesmo andando pelas vias. 
Neste cenário, crianças e idosos estão ainda mais vulneráveis. Os casos mais recentes de atropelamentos fatais registrados na cidade envolveram vítimas com mais de 60 anos (leia texto).
Os dados refletem a realidade nacional. Contrariando as estatísticas internacionais, os pedestres estão na segunda colocação entre as pessoas que mais morrem no trânsito – perdendo apenas para os motociclistas. No mundo, quem está a pé ocupa a terceira colocação de vítima dos acidentes mortais (veja quadros).
Desrespeito de motoristas à parte, fatalidades poderiam ser evitadas se o pedestre adotasse procedimentos simples de segurança, como o uso das faixas ou a espera pelo sinal vermelho. Ao atravessar em qualquer ponto do quarteirão, pode até mesmo provocar acidente entre veículos que buscaram protegê-lo.
O secretário de Mobilidade Urbana de Jaú, Sigefrego Griso, ressalta que no trânsito a preferência é sempre do pedestre. Entretanto, mesmo quem está a pé precisa se precaver e cumprir a legislação. “Não faz sentido passar, mesmo sobre a faixa de pedestres, se o semáforo acabou de abrir”, exemplifica o secretário.
Griso acredita que a imprudência seja grande na cidade, não apenas por parte dos pedestres. “Existe imprudência generalizada, até certo desrespeito às leis”, opina.

Código de conduta

Algumas recomendações que valem para motoristas também servem aos pedestres. Ao falar ao celular, por exemplo, a pessoa se distrai e pode observar menos o que ocorre ao lado. O mesmo vale para fones de ouvido e qualquer outro elemento que distraia a atenção.
Para o presidente do Conselho Municipal do Idoso, Sergio de Oliveira Lima, “falta conscientização de ambas as partes”. “Se o pedestre atravessa em qualquer lugar, é um perigo, porque o motorista não pode parar no meio do cruzamento”, exemplifica.
Para o editor do portal Mobilize Brasil, Marcos de Sousa, políticas públicas eficientes devem levar em conta cada vez mais a segurança de pedestres e ciclistas, em nome de desestimular o transporte individual (leia texto).

Galeria de imagens:(Clique para ampliar)

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