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Alcir Zago 18/10/2016

Por 11 a 5, Câmara proíbe rodeio em Jaú

Votação de projeto de lei é tumultuada e leva defensores da prática a hostilizar vereadores

Manifestantes pró-rodeio cobram posicionamento do vereador Tito Coló Neto a respeito de votação: ânimos ficam exaltados após legisladores decidirem pela continuidade da proibição de eventos Fotos: Alcir Zago e Beatriz Zambonato Santos

A Câmara de Jaú decidiu na tarde de ontem manter a proibição da realização de rodeios no Município. Onze vereadores posicionaram-se pela continuidade de legislação aprovada em meados de 2013, que coibiu a prática de montarias na cidade. Cinco foram favoráveis ao projeto em discussão (veja quadro).
A sede do Legislativo ficou lotada, com cadeiras ocupadas praticamente em igual número por defensores do rodeio e pessoas contrárias à prática, sob a alegação de que causa maus-tratos aos animais.
Doze vereadores falaram a respeito do projeto em plenário, alguns com posicionamento contrário e outros favoráveis à iniciativa dos vereadores Fernando Henrique da Silva (PSB), Gilberto Vicente (SD) e Wagner Brasil de Barros (PROS). A cada comentário, o público manifestava-se com vaias, aplausos e gritos. A presidente da Casa, Cléo Furquim (PMDB), tentou controlar os mais exaltados, mas não obteve êxito. Precisou interromper a sessão em vários momentos.
Com a votação da matéria, quando ficou decidido que o rodeio continuaria proibido em Jaú, alguns defensores dessa prática foram até a grade de madeira que divide o espaço destinado aos vereadores e hostilizaram legisladores, em especial Tito Coló Neto (PSDB) e José Aparecido Segura Ruiz (PTB). O grupo saiu da Câmara e retornou depois para reclamar novamente do resultado da votação.

Direitos

Antes do início da sessão, o tropeiro Luís Fernando Arantes defendeu a realização de montarias em touros e cavalos, mas posicionou-se contrário a provas como pega do garrote. Mencionou que a Lei Federal nº 10.519, de 2002, permite a realização dos rodeios.
A voluntária da Associação Protetora dos Animais de Jaú (Apaja) Vera Lúcia de Toledo Pedroso afirmou que os animais utilizados em provas são forçados a pular com o competidor sobre seu dorso. “Essa prática é uma crueldade”, afirmou.
Vereadores contrários à realização do rodeio relataram que votariam pela integridade física dos animais. Charles Sartori (PMDB), autor do projeto aprovado em 2013, lembrou que na ocasião apenas dois vereadores haviam se posicionado contra sua proposta.
Fernando Frederico de Almeida Júnior (Rede) apresentou aspectos legais em relação ao rodeio. Comentou que dois direitos fundamentais estavam em jogo, mas que o coletivo (proteção à fauna e à flora) sobrepunha-se ao individual (livre iniciativa). O vereador citou também decreto estadual que proíbe a realização de rodeios em área urbana.
Para quem defende a prática da montaria, a proibição do esporte em Jaú inviabilizou eventos como a Expojaú e trouxe desemprego a pessoas que tinham nessa atividade uma forma de ganho financeiro.

Galeria de imagens:(Clique para ampliar)

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