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Ana Carolina Monari 18/06/2017

Designer aproxima cliente de seu fabricante

Profissional traz harmonia entre a marca e o consumidor e é um bom investimento para empresas nesse período de recessão

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Linha de produção em fábrica de calçados de Jaú: busca por união entre moda e conforto Beatriz Zambonato Santos

Com a economia estagnada, uma boa tática é sempre inovar. A indústria calçadista existente em Jaú sabe dessa premissa e busca investir em design para não perder clientes e ganhar novos públicos a cada nova leva de calçados que entrará nas prateleiras nas próximas coleções. Feiras, revistas, desfiles, mostras e a internet são fontes inesgotáveis de inspiração para esses profissionais que ajudam a não desperdiçar dinheiro em um período de insegurança e recuperação lenta do varejo. 
Segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), as vendas para o mercado internacional no primeiro quadrimestre recuaram 1,5% em relação ao mesmo período do ano passado. O faturamento só foi salvo graças à alta do dólar, que fez as receitas subirem 14,4%. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o consumo interno de roupas e calçados aumentou 4,7% de janeiro a março ante igual período de 2016.  
Os rescaldos de coleções que deram certo na estação passada ou estão no varejo internacional viram apostas dos fabricantes. “Tênis continua em alta e estão cada vez mais charmosos e modernos, assim como sapatos metalizados e estampas animais. A maior aposta, porém, serão os sapatos coloridos e em diversos modelos. Os sapatos brancos também serão tendência para 2018, além das botas de cano alto, ankles decoradas, mules e scarpins, que prometem voltar. O veludo continua em alta”, salienta a designer Renata Felipe de Aquino. 
Ela acredita que as marcas devem evitar usar nas duas próximas estações a plataforma branca que, embora os asiáticos gostem, deixa o look muito bruto. 
O mercado brasileiro deveria investir mais em design, segundo ela. “Estamos focamos em querer copiar e vender do que em sermos lançadores de tendência. Isso é uma luta eterna. O Brasil tem tudo para ser ditador e lançador de tendência, de design, de moda, porém, eu acho que falta um pouco de coragem de apostar nisso”, comenta. Para inovar sem medo, a jovem acredita que é necessário fazer muita pesquisa para se ter um produto inovador, criativo, bonito, moderno e confortável. 

Medo do novo

De acordo com a opinião da designer de moda e proprietária da Tarcila Ferreira, Tarcila de Fátima Ferreira, 28 anos, as indústrias calçadistas jauenses temem arriscar no design pelo medo do novo. Como ela já atuou no ramo, sabe da necessidade de se estar próximo do cliente, de investir no marketing, na pesquisa, na informação e conhecer seu público-alvo, para criar harmonia entre a marca e o consumidor. “O design envolve tudo isso. Quando se tem um bom profissional por trás da empresa fica mais fácil comercializar”, explica. 
No cenário de retomada da economia, Tarcila acredita ser fundamental investir em um especialista nesse assunto para que ele possa trazer tendências para a indústria, além de cruzar informações que serão cruciais para serem aplicadas no público-alvo daquela localidade.

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