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João Guilherme D"Arcadia 14/09/2017

Ex-candidatos e assessores figuram entre exonerados

Lista de comissionados demitidos tem dirigentes partidários e candidatos derrotados

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A lista com os 74 funcionários comissionados (sem concurso) exonerados pelo prefeito Rafael Agostini (PSB) foi publicada ontem no “Jornal Oficial de Jahu” (http://www.jau.sp.gov.br/painel/arquivos/jornal/Jornal_Oficial_807.pdf) e trouxe à tona a natureza de parte dessas funções: entre os ocupantes dos cargos havia muitas pessoas com vinculação político-partidária com o Paço Municipal.
A exoneração atendeu à recomendação do Ministério Público, que sugeriu a saída dos servidores que não têm curso superior. Outros 118 saíram ilesos do corte porque são graduados ou estão frequentando faculdades.
O Comércio cruzou a lista dos funcionários que deixaram a administração com dados da Justiça Eleitoral e encontrou a seguinte situação: ao menos sete deles foram candidatos nas eleições de 2012 e 2016, mas não conseguiram vaga na Câmara. Outros três tiveram atuação direta na campanha do ano passado. Trabalharam “voluntariamente” em serviços orçados em R$ 500 cada um.
Alianças com os partidos que compõem a ampla coligação de Agostini, formada por 13 legendas, também são verificadas. Três ex-comissionados são presidentes de partidos nanicos – um deles dirigiu o PMN na campanha de 2012, que lançou uma candidatura adversária ao prefeito. 
Dois ex-secretários da administração do ex-prefeito João Sanzovo Neto (PSDB) e ex-subprefeito no mandato de Osvaldo Franceschi Junior (PV) também estavam em funções de confiança. Assessores de vereadores exonerados quando a Câmara passou a adotar o curso superior caíram na nova leva de demissões.

Nível

O cientista político Eduardo Viveiros de Freitas, professor da Estácio São Paulo, diz que a fiscalização dos órgãos de controle e da sociedade tem aumentado a qualidade das funções de confiança. O especialista, que não avaliou a situação específica de Jaú, acredita que é necessária a aliança entre os critérios políticos e técnicos na definição do estafe comissionado.
“É normal que o preenchimento aconteça com o critério político, mas as fiscalizações têm cruzado os dois critérios. Existem alguns cargos que exigem sim uma formação específica. Não se deve contratar um engenheiro para ser o fiscal da área de alimentos, por exemplo”, compara o professor.
Passadas as exonerações, a Prefeitura agora tenta recompor o quadro de funcionário em alguns setores nos quais, segundo a administração, os comissionados eram indispensáveis (leia texto).

Galeria de imagens:(Clique para ampliar)

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