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13/01/2018

Rebaixamento foi decisão técnica, diz Meirelles

  
O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, fala sobre o rebaixamento da nota do Brasil pela agência S&P Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Após ser acusado pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), de ter culpado o Congresso pelo rebaixamento do Brasil pela agência Standard & Poor’s, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou que a redução da nota não pode ser transformada em um evento político.
“Não devemos transformar isso (o rebaixamento) em uma grande questão política no Brasil, o importante agora é fazer as reformas. Vamos continuar trabalhando juntos em um processo bem-sucedido”, disse o ministro ontem.
“Em relação às discussões sobre quem é culpado, quem não é culpado, eu acho o seguinte. Estamos falando aqui do que a agência diz, quais as razões pelas quais ela fez o downgrade”, disse. “Não discuto opiniões de agência”, disse o ministro, que classificou a decisão como “técnica, normal”. “Acredito que não é uma questão de ser responsabilidade deste ou daquele”, completou.
O atraso no encaminhamento da reforma da Previdência, com as incertezas sobre a eleição presidencial deste ano, estão entre os principais fatores que pesaram na decisão da agência.
“Vamos ver (se o rebaixamento dará força à reforma da Previdência). A tentativa do governo de transferir a responsabilidade para o Parlamento não ajuda e não é correto. Precisamos unir esforços”, afirmou Maia anteontem. “O Brasil precisa de muitas reformas e, de fato, a previdenciária é a mais importante. O governo enfraqueceu muito após as denúncias.”

Aprovação

Meirelles declarou ontem que o Congresso tem conseguido aprovar reformas “fundamentais para o País”.
“O Congresso tem mostrado que tem aprovado as reformas fundamentais para o País. Aprovou o teto de gastos, a reforma trabalhista, a lei das estatais, a TLP (Taxa de Longo Prazo)”, citou. (Folhapress)

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