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João Guilherme D"Arcadia 13/01/2018

Licença para transbordo vai até 2022

Antes de receber a autorização, Prefeitura foi multada pela área de descarregamento de lixo

  
Área reservada para transbordo de lixo, que fica na SP-225 Beatriz Zambonato Santos

Oito anos após o início do envio do lixo de Jaú para aterro particular, a área utilizada para transbordo dos rejeitos na SP-225 (Jaú-Brotas) recebeu a licença de operação da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb). A autorização vale até 2022. Antes disso, a Prefeitura foi multada pelo menos três vezes justamente por utilizar o espaço sem o devido licenciamento.
A área alugada pela administração serve para que o lixo domiciliar recolhido no Município seja despejado até que a empresa responsável pelo transporte até Piratininga faça o recolhimento. Trata-se de uma espécie de entreposto de lixo, que em dias de muita quantidade de rejeitos acaba se tornando um aterro temporário. As inadequações neste descarte, inclusive com a presença de catadores, também embasaram as multas.
A última delas, emitida em agosto do ano passado, tem relação com a falta de licenciamento. De acordo com a assessoria de imprensa da Cetesb, a Prefeitura foi multada em 150 Unidades Fiscais do Estado de São Paulo (Ufesp), algo em torno de R$ 3,8 mil.
Segundo o secretário de Meio Ambiente, Eduardo Abussamra, a administração recorreu das autuações – uma vez que a fiscalização da Cetesb ocorreu enquanto o órgão analisava o pedido de licença feito pelo governo. Os recursos ainda não foram apreciados.

Intervenções

A estação de transbordo passa por série de intervenções realizadas pela Prefeitura, a fim de garantir a preservação do solo no local. A mais importante delas é a colocação de camadas de impermeabilizante para evitar a penetração de chorume – líquido resultante da decomposição do lixo.
Duas camadas já foram colocadas e uma terceira deve ser aplicada quando as chuvas derem trégua.
“Quando a chuva passar nós vamos encerrar a impermeabilização e utilizar o local protegido”, explica o secretário.
Desde 2010, o aterro sanitário de Jaú está encerrado, devido às más condições do local – a ação judicial que cobrava uma solução para o manejo do lixo é de 2006. Nas últimas duas gestões municipais, o terreno vem servindo para receber o lixo até o transporte para o aterro particular. 
O serviço é terceirizado à empresa Cavo Serviços e Saneamento S/A, que venceu licitação no ano passado, ao valor de R$ 6,8 milhões pelo contrato de um ano.

Galeria de imagens:(Clique para ampliar)

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