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14/01/2018

Valor é considerado baixo

  

A calçadista Jaine Soares da Silva, 23 anos, conta que recebe o benefício desde março do ano passado. Com três filhos pequenos e auxílio de R$ 207 do Programa Bolsa Família, a mulher avalia que apesar de considerar baixo o valor, é necessário. “Não tem vaga na creche, precisei sair do serviço para ficar com minha filha mais nova. Conto com a ajuda da minha mãe e do benefício para os gastos da casa. Toda ajuda é bem-vinda”, acrescenta.
Jaine trabalha em uma banca de calçados criada pela mãe, há poucos meses, para ajudar a complementar a renda familiar. No entanto, a calçadista acredita que o valor deveria ser maior para arcar com mais despesas relacionada à casa e à criação dos filhos. “Vou usar para o material deles.” 

Reclamação

A reclamação de Viviane Augusto de Toledo, 34 anos, é a mesma: o baixo valor do benefício. Desempregada e mãe de dois meninos, um de 11 anos e outro de 1 ano e 2 meses, Viviane recebe R$ 78 ao mês. O Bolsa Família busca garantir o direito à alimentação, saúde e educação. Porém, a mulher acredita que o benefício é insuficiente para assegurar melhores condições de vida aos usuários. “Esse dinheiro não dá nem para a fralda”, afirma. 
Viviane conta que solicitou o auxílio há bastante tempo, quando tinha apenas o primeiro filho, mas foi negado. Em abril de 2017, passou a receber o valor de R$ 117 que, após quatro meses, foi rebaixado para R$ 78. 
“Eu acho que fazem o cadastro do jeito que eles querem. Conheço quem tem um filho e recebe R$ 230, R$ 240. Se eu e meu marido trabalhássemos registrados, não receberíamos o benefício, mas seria muito melhor.” (Da redação)

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