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15/04/2018

Ocidente e Rússia divergem sobre números e eficácia

  

Além da inexistência de verificação independente de que Bashar al-Assad conduziu o ataque químico que justificou a operação liderada pelos EUA anteontem, a própria eficácia militar do bombardeio é alvo de polêmica entre Ocidente e Rússia.

O Pentágono afirmou que 105 mísseis e bombas usados por forças americanas, britânicas e francesas atingiram seus objetivos. Já a Rússia, patrona de Assad, e o governo sírio afirmam que 70% de 103 mísseis lançados foram interceptados.

Como americanos e russos foram enfáticos em dizer que os sofisticados sistemas antiaéreos que Moscou opera nas suas duas bases na Síria desde 2015 não foram empregados, a verdade tende a estar mais do lado ocidental.

Isso porque Assad tem a sua disposição sistemas mais antigos fornecidos pela então União Soviética, como o S-200 e o Buk, menos eficientes do que os modernos S-300 e S-400 que as forças de Vladimir Putin operam. Além disso, recentemente Israel bombardeou boa parte da infraestrutura de defesa antiaérea síria.

“Estou confiante de que os alvos foram destruídos e a defesa aérea síria, ineficiente”, disse o general Kenneth McKenzie, do Estado-Maior Conjunto americano. Ele disse que os sírios atiraram 40 mísseis ar-terra, mas depois que os alvos já haviam sido destruídos e sem risco a aviões ocidentais. Não há relatos, disse, de vítimas. Os sírios falam em três civis feridos. (Folhapress)

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