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15/04/2018

Bruno Covas ouve mais e desacelera

  

Ao assumir a prefeitura de São Paulo, Bruno Covas (PSDB) usou gravata e exaltou a política após um ano e três meses do autointitulado “gestor” João Doria (PSDB) rejeitar ambas as coisas. Se o novo prefeito repete que fará um governo de continuidade (“o avião segue na rota, só muda o piloto”), as atitudes mostram uma mudança de perfil e também de marcha. Depois de 15 meses de um prefeito em contínua pré-campanha, seja à Presidência ou ao governo estadual, Covas agora desacelera.

Ele fez menos aparições oficiais em toda a primeira semana – seis, no total – que Doria no dia anterior ao da renúncia ao cargo. O bombardeio de postagens em redes sociais deu lugar a compromissos internos e burocráticos.

A maior parte da agenda foi dedicada a reuniões com os secretários. Os nomes mais ligados a Doria, como Cláudio Carvalho (Prefeituras Regionais) e Anderson Pomini (Justiça), deixaram a gestão, e outros sairão até o fim do ano. Alguns farão parte da campanha de Doria para o cargo de governador. Outros voltarão para a iniciativa privada.

Quem fica se diz aliviado pelo fim da carga de pressão e cobrança que Doria colocava nas costas dos subordinados.  (Folhapress)

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