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14/06/2018

Brasil usa "autoespionagem" para analisar erros e virtudes

  
Gabriel Jesus durante treino da seleção em Sochi Lucas Figueiredo/CBF

Capitão do Brasil no amistoso contra a Áustria, realizado no domingo, o zagueiro Miranda recebeu em seu WhatsApp um vídeo do estilo de jogo da seleção assim que se apresentou na Granja Comary, no fim de maio. A situação se repetiu com os outros 22 jogadores convocados para o Mundial.
É assim que funciona parte do trabalho dos cinco analistas de desempenho do Brasil na Copa do Mundo.
Diferentemente dos outros mundiais, a função, que era exercida por um “observador” ou “olheiro” e usada apenas para analisar os adversários, ganhou novo nome, métodos e ferramentas de trabalho. Agora, os jogos e os treinamentos da própria seleção brasileira são monitorados em tempo real. Todos são filmados em vários ângulos, até pelo alto, e as imagens são repassadas por vídeo para Tite e seus auxiliares Cleber Xavier, Sylvinho e Matheus Bachi. Os quatro analisam erros de posicionamento e passes, além de virtudes, que poderiam resultar numa jogada de gol.
Softwares também são usados para mapear todos os dados dos jogadores – desde passes certos e errados até finalizações e posicionamento em campo – nas partidas. A captação das imagens é feita pelos analistas de desempenho Thomaz Araújo e Fernando Lázaro, coordenador do Centro de Pesquisa e Análise (CPA) da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) desde o início de 2017.

Tempo real

Na Copa do Mundo, Tite terá informações em tempo real sobre o comportamento da seleção brasileira dentro de campo. A Fifa aprovou no início do mês a utilização de um radiocomunicador entre membros da comissão técnica e treinadores. O sistema se chama EPTS (em português, seria Performance Eletrônica e Sistemas de Traqueamento). O equipamento será usado pelas 32 equipes que disputarão o Mundial da Rússia.
A seleção testou o equipamento nos amistosos contra a Croácia e a Áustria – vitórias por 2 a 0 e 3 a 0, respectivamente. “O jogador precisa dessas informações. A comissão passa e tentamos melhorar, finalizações, passes. Acho superimportante termos esses números. Às vezes são vídeos, outras são conversas individuais. O jogador tem que saber o motivo para fazer as coisas”, disse Paulinho, que aprova o trabalho dos analistas. (Folhapress)

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