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11/07/2018

Projetos - Animais em casa

  
Nichos para os gatos circularem pelos cômodos da casa Divulgação

A importância do convívio do animal com o homem fica evidente com a inclusão de espaços destinados aos pets em construções residenciais. Projetos adaptam a dinâmica animal com a dos moradores e facilitam o dia a dia das famílias, além de valorizarem o comportamento de cada espécie. Junior Campos Prado conversa com médica veterinária sobre os benefícios do planejamento para o convívio saudável.

Com criatividade, profissionalismo, planejamento e disposição, é possível adaptar qualquer tipo de imóvel para os animais de estimação. O objetivo é tornar o ambiente, seja ele familiar, ou comercial, confortável e que proporcione a convivência saudável e amigável entre os pets e seus habitantes.

O investimento cada vez maior por este tema é justificado pelos números e pelos comprovados benefícios psicológicos a quem os criam. O Brasil ocupava até o ano passado, o 4º lugar no ranking mundial em animais domésticos, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O País está em 2º em número de cães, gatos e aves canoras e ornamentais.

As adaptações levam em consideração a raça, o tamanho do animal, seu comportamento, a dinâmica do ambiente, e principalmente o espaço. Isso ajuda e evitar problemas como acidentes, danos a um jardim da casa ou a móveis, além de outros.  E para os que gostam de animais em casa, mas não abrem mão da limpeza, a orientação é utilizar tintas esmaltes à base de água, mais propícias a limpeza constante.

Cuidados

O uso de telas de proteção em varandas de apartamentos ou de residências com mais de um pavimento também é indicado. Para quem vai construir e planeja ter um animal em casa, a escolha do piso adequado pode facilitar a vida dos moradores. Há no mercado pisos apropriados para locais onde os cães circulam. Os ideais são o de pouca ou nenhuma absorção.

Os porcelanatos sem brilho, com texturas que reproduzem materiais naturais são uma boa pedida, principalmente se instalados com espaçamento mínimo no rejunte, para evitar a formação de manchas e umidade.

Outro piso recomendado, principalmente para casas onde habitam cães, são os vinílicos. Esses pisos possuem aspectos rústicos ou lisos e acabamentos em capas de PVC e são resistentes às unhas dos cães e não mancham. Os vinílicos são laváveis, além de oferecerem conforto térmico, instalação rápida e garantia de 10 anos, em média.

Para a médica veterinária Ana Carla Zago Basílio Ferro, a partir do momento em que levamos um animal para o nosso ambiente estabelecemos uma relação de troca.

“O homem oferece ao animal qualidade de vida, cuidado com a saúde e tranqüilidade. O animal devolve com carinho, atenção e supre uma necessidade, uma carência, ou até preenche uma decepção com outros seres humanos. O animal oferece ao homem uma situação psicológica confortável”, diz.

Ela adverte que é importante ficarmos atentos para não perdermos de vista a realidade. “O animal deve ser tratado como tal, e tem suas necessidades alimentares e fisiológicas específicas.”

Neste contexto surge a importância do respeito aos animais e o conceito de enriquecimento ambiental – formas de equipar o espaço onde o animal vive, com oportunidades para que ele expresse seu comportamento natural, de maneira mais organizada e canalize sua energia de maneira positiva.

Um felino, por exemplo, tem o hábito natural de ficar nas alturas, observando suas presas. Gosta de subir em árvores e tem comportamento individualista. Projetos de engenharia atendem essas necessidades. Há diversas opções de construções de pequenos túneis ao redor das residências, do lado externo e no alto. De lá, o gato tem a visão da rua e exerce sua natureza observadora, por exemplo, e em local seguro.

Já os cães precisam de espaço destinado para atividade física. Planejamentos e projetos desde os mais simples até os sofisticados atendem pequenas ou amplas construções, desde canis até a instalação de pequenos objetos como cordas e escadarias adaptadas.

       

Benefícios

A adaptação dos ambientes para animais domésticos é cada vez mais comum. A interação é tanta que muitas pessoas optam por agregarem o ambiente do animal ao interior de suas casas. Numa sala de jantar, um gato, por exemplo, pode interagir com o ambiente, sem ocupar a mesa. Projetos adaptam pequenas prateleiras de concreto ou qualquer outro material às paredes, e os felinos ocupam esses locais. De lá eles tem uma visão privilegiada e diminuem as chances dele querer subir à mesa, o que muitas vezes, pode incomodar o morador.

Em uma sala de TV, pequenos compartimentos podem ser instalados acima do sofá, em frente à TV, e o felino poderá ser mais um dentre os espectadores.

Em troca, e involuntariamente, o contato com os animais, oferece benefícios ao homem. “Qualquer contato com o animal é prazeroso e há liberação de endorfina e de outros hormônios e neurotransmissores ligados ao bem-estar do homem. Esse contato gera um aumento na imunidade, bem-estar geral, e quando estamos doentes o contato com eles é importante.”

No Brasil, a terapia com animais ainda não é tão difundida como em outros países. Nos Estados Unidos, por exemplo, alguns hospitais de tratamento de câncer adotam a terapia com animais é muito trabalhada em pacientes imunodeprimidos.

Um estudo realizado pelo “American Journal of Cardiology” mostra que pessoas que interagem constantemente com animais tendem a apresentar níveis controlados de estresse e de pressão arterial. Além disso, estão menos propensos a desenvolverem problemas cardíacos.

A equoterapia utiliza cavalos para reabilitar pacientes com esclerose múltipla, paralisia cerebral e síndrome de Down, trabalhando a concentração e o equilíbrio. 

Golfinhos e orcas são utilizados para trazer crianças autistas para a realidade e ajudam depressivos a se recuperarem. Mais de 50 penitenciárias do mundo copiam o modelo usado pela prisão feminina de Purdy, nos EUA, onde as detentas trabalhavam com adestramento de cães, e as mulheres quando soltas, não voltaram a cometer crimes.

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