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11/07/2018

Designer de móveis ganha retrospectiva

Exposição sobre criações de Sergio Rodrigues está em cartaz em São Paulo

  
Sergio Rodrigues sentado na poltrona chifruda Divulgação/Instituto Sergio Rodrigues

Sergio Rodrigues já foi descrito por um jornal alemão como uma “criança que a mãe deixou que se vestisse como quisesse”. Ele costumava mesclar suspensórios azuis com meias vermelhas.

Arquiteto e designer de inconfundível bigode, Rodrigues (1927-2014) também levava o bom humor e a jovialidade às suas criações, caso da icônica poltrona Mole, que o projetou internacionalmente.

“Ele tinha um estilo bonachão, mas foi um homem extremamente inteligente”, diz o presidente do Instituto Sergio Rodrigues, Fernando Mendes.

Filho do pintor Roberto Rodrigues e sobrinho do dramaturgo Nelson Rodrigues, o designer carioca ganha retrospectiva de sua vida e carreira na exposição “Ser Estar - Sergio Rodrigues”, que está em cartaz no Itaú Cultural até 5 de agosto.

Rompimento

O arquiteto criou móveis que são considerados exemplos de brasilidade, em especial por romper com os padrões europeus que eram copiados na indústria moveleira nacional até a década de 1940.

Peças suas foram projetadas para o Congresso Nacional, em 1958, e para o Ministério da Relações Exteriores, em Brasília, em 1960, além da embaixada brasileira em Roma.

Para Mendes, o arquiteto colocou o design nacional no circuito internacional porque compreendia que o brasileiro “é um povo descontraído, de misturar, que criou um jeito próprio de ser, por se tratar de uma nação recente”.

O presidente do instituto relembra que o arquiteto não seguia tendências. Rodrigues costumava dizer que era “um pouco barroco”, por causa dos adornos e do excesso de detalhes. “Ele compreendeu que as pessoas não têm uma natureza simples e apostava na complexidade humana.” (Folhapress)

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