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08/08/2018

Policial morta em SP era chamada de "Sorriso"

  
A policial militar Juliane dos Santos Divulgação

"Sorriso, ô, sorriso!", chamavam alguns dos amigos de Juliane dos Santos Duarte, 27 anos. A policial militar ganhou o apelido pela simpatia e bom humor rotineiros.  "Com ela não tinha tempo ruim", afirmam, repetidas vezes, os amigos e ex-namoradas, que compareceram ao enterro da PM ontem, no cemitério municipal da Vila Euclides, em São Bernardo do Campo. A PM estava desaparecida desde quinta-feira passada. Ela foi vista pela última vez na favela de Paraisópolis, na zona sul de São Paulo. O corpo foi encontrado na noite de anteontem.  "Eu dizia que antes dela, chegavam os dentes dela, porque ela tinha aquele sorrisão. Se você estava triste, ela te levantava", descreve a estudante Patrícia Silva, 30, amiga de Juliane e da família há dez anos.  A soldado Uilca Silva, 28, amiga da policial, disse que ela "adorava uma bagunça". "A Ju era alegre pra caramba." 
O enterro foi realizado por volta das 16h. Centenas de policiais estiveram presentes e cantaram o hino da corporação. Agradeceram a atuação da policial e encerraram com uma oração e uma salva de palmas. O corpo da policial estava no interior de um veículo Honda Civic, abandonado em uma rua de Jurubatuba, também na zona sul, a 8,5 km do local onde Juliane desapareceu, em Paraisópolis. Quando desapareceu, a soldado foi levada por um bando de homens encapuzados e armados, após ter o celular roubado e se identificar como policial em um bar. Era a primeira madrugada dela nas férias deste ano. O secretário estadual da Segurança Pública, Mágino Alves, esteve no velório da PM. Ele disse que a investigação tem avançado e há um suspeito preso. (Folhapress)

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