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Estela Capra 10/08/2018

Festival em Potunduva tem comida e música

Evento começa hoje com apresentação de forró com a banda Zaíra, às 20h30

  
Evento em homenagem à cultura nordestina é realizado na praça do bairro Olaria Fotos: Laura Agostinho e Lucas Fractal/100Flash

Começa hoje o 2º Festival Nordestino de Gastronomia e Cultura no Distrito de Potunduva, em Jaú, às 20h. O evento será na praça do bairro Olaria e segue até amanhã.

O festival tem o intuito de evidenciar a identidade cultural dos moradores do Distrito de Potunduva. “Muita gente tem preconceito com o Distrito e nós queremos mudar isso. Além disso, o festival vem para resgatar a memória afetiva dos nordestinos que vivem no local”, comenta a secretária de Cultura e Turismo de Jaú, Carolina Panini.

Serão seis barracas servindo pratos típicos do Nordeste, como acarajé, vatapá, caruru, baião de dois, mocotó, sarapatel, carne seca com jerimum, paçoca de carne, entre outras receitas da região.

Hoje, a banda Zaíra sobre ao palco, às 20h30, para abertura do festival. O grupo, conhecido após participação do programa “Super Star”, da Rede Globo, traz a turnê do novo álbum “Levanta, Sacode e Dança”.  Neste quarto trabalho, o sexteto resgata raízes do forró e busca promover, por meio da música, novas sensações ao público. “É um prazer poder levar nossa música para regiões que fogem dos grandes centros. Esse projeto dá acesso à cultura para todos”, comenta o percussionista da banda Diego Leandraujo.

No sábado, o festival começa às 16h com show de talentos com a participação de moradores locais. Às 20h, a atração será o jovem Pedro Popoff, que ganhou destaque ao demonstrar paixão pela cultura nordestina e é conhecido como o Pequeno Príncipe do Baião. Popoff apresenta, junto de sua banda, um espetáculo com repertório que fará os nordestinos relembrarem sua terra natal.

A cozinheira Rosilda Rodrigues dos Santos Martins, 50 anos, nasceu na cidade de Valente, na Bahia, e se mudou para Jaú em busca de emprego há muitos anos. Rosilda conta que se sente representada com a atração. “Eu estou muito feliz. É muito bom saber que estão lembrando do meu povo, da minha terra”, comemora. Neste ano, a cozinheira irá participar do festival servindo pratos típicos baianos.

Migração

Potunduva é conhecida pelo grande número de imigrantes nordestinos no local. Em busca de uma vida melhor, muitos vieram para cá ainda pequenos e se fixaram no distrito. “Faz 39 anos que moro aqui. Vim para cortar cana. Hoje, tenho minha família aqui, minha loja”, conta a empresária Maria Lúcia da Silva Narciso, 51 anos.

Assim como Maria Lúcia, outros vieram em busca de serviço e estudo. Na tentativa de oferecer produtos que mais se aproximem com a comida nordestina, há no distrito muitas lojas no estilo “casa do Norte”, que comercializa alimentos tradicionais daquela região.

Galeria de imagens:(Clique para ampliar)

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