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10/10/2018

PSDB fica neutro, PTB apoia Bolsonaro, e PSB vai de Haddad

Partidos definem com quem vão para o segundo turno das eleições presidenciais

  
Geraldo Alckmin participa de reunião da Executiva Nacional do PSDB Valter Campanato/Agência Brasil

Partidos derrotados no primeiro turno da eleição presidencial definiram ontem quem irão apoiar no segundo turno da disputa, Jair Bolsonaro (PSL) ou Fernando Haddad (PT).
O PSDB decidiu liberar seus filiados para apoiar quem quiserem. O anúncio foi feito pelo presidente nacional da legenda, Geraldo Alckmin, presidenciável derrotado.
"O PSDB decidiu liberar os seus militantes e os seus líderes. Nós não apoiaremos nem o PT nem o candidato Bolsonaro. O partido não apoiará nem um nem outro e libera seus filiados e líderes para que decidam de acordo com sua consciência, com sua convicção e com a realidade de seus Estados", afirmou Alckmin.
Individualmente os tucanos se dividiram. Fernando Henrique Cardoso e José Serra optaram pela neutralidade. Por outro lado, João Doria declarou seu apoio a Bolsonaro no próprio domingo da eleição. "A proposta econômica do candidato elaborada pelo economista Paulo Guedes é muito bem estruturada, defendendo o liberalismo, os mesmos princípios que defendo aqui em São Paulo", disse.
Eduardo Leite, tucano que disputa o segundo turno no Rio Grande do Sul, também votará no capitão reformado.
O PP, uma das siglas mais importantes do centrão, elaborou nota na qual afirma que está disposto a colaborar com o próximo governo nas pautas que forem do interesse do País, mas sem escolher um lado neste momento.
Na nota, assinada pelo presidente do partido, Ciro Nogueira, o PP exalta o compromisso com a manutenção da democracia e da liberdade de pensamento e de expressão. Alguns políticos da sigla, porém, já optaram por um dos candidatos. Ana Amélia, vice na chapa de Alckmin (PSDB), apoia Bolsonaro.

Novo

Em nota, o Novo informou que ficará neutro. O partido do candidato João Amoêdo anunciou que não apoiará Bolsonaro, mas se posicionou "absolutamente contrário ao PT".
O presidenciável Alvaro Dias (Podemos) disse que vai se licenciar do Senado pelas próximas semanas e que ficará em silêncio no segundo turno das eleições, sem declarar apoio.
Segundo o senador, o Podemos deve realizar uma consulta interna a seus filiados para definir a posição do partido, mas ele não pretende seguir qualquer decisão de sua sigla. "Não vou me responsabilizar pelo desastre", comentou.
O PTB, por sua vez, declarou apoio a Bolsonaro. Roberto Jefferson, presidente da legenda, anunciou a decisão pelas redes sociais.
"Após consultar os membros da Executiva Nacional, o Partido Trabalhista Brasileiro decidiu manifestar o seu apoio à candidatura de Jair Bolsonaro (PSL) à Presidência da República no segundo turno das eleições de 2018", disse no Twitter.
O PTB fez parte da coligação que apoiou Geraldo Alckmin (PSDB) no primeiro turno.
Também estão com Bolsonaro Romeu Zema (Novo) e Wilson Witzel (PSC), candidatos aos governos de Minas Gerais e do Rio, respectivamente. Ambos tiveram suas candidaturas alavancadas nos últimos dias do primeiro turno, ao associarem seus nomes ao do capitão reformado.

PSB

Posicionando-se no outro lado da disputa, o PSB definiu, em reunião da executiva nacional em Brasília, que irá apoiar nacionalmente Haddad.
Os dirigentes, no entanto, liberaram o governador Márcio França para se manter neutro em São Paulo e se concentrar na sua disputa à reeleição contra João Doria (PSDB).
Também estão com o petista o PDT e o PSOL, que concorreram no primeiro turno com Ciro Gomes e Guilherme Boulos, respectivamente.
"Estamos num encruzilhada entre a civilização e a barbárie. Haddad representa o lado da democracia e dos direitos sociais", disse Boulos.
Partidos do chamado centrão que se uniram no primeiro turno em torno de Alckmin, como DEM e PR, ainda não se manifestaram.
A Rede, de Marina Silva, e o MDB, do presidenciável Henrique Meirelles, também avaliam que posição irão adotar neste segundo turno. (Folhapress)

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