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FOLHAPRESS 11/10/2018

Jair Bolsonaro tem 58% dos votos válidos

Vantagem é de 16 pontos percentuais sobre Fernando Haddad, que tem 42%

  

Na primeira pesquisa do Datafolha sobre o segundo turno das eleições presidenciais, Jair Bolsonaro (PSL) tem ampla vantagem sobre Fernando Haddad (PT). O deputado tem 58% dos votos válidos, enquanto o ex-prefeito paulistano conta com o apoio de 42% dos ouvidos.

A contagem, que exclui os brancos, nulos e indecisos, como a Justiça Eleitoral faz no dia da eleição, confirma a onda conservadora que quase deu a vitória em primeiro turno ao presidenciável do PSL.

No primeiro turno, Bolsonaro teve 46% dos votos válidos e Haddad, 29%. O Datafolha ouviu 3.235 pessoas em 227 municípios nesta quarta. A margem de erro do levantamento, contratado pela “Folha de S.Paulo” e pela TV Globo, é de dois pontos para mais ou para menos.

Quando se leva em conta a intenção de voto total, os dois candidatos absorveram de forma uniforme o eleitorado deixado pelos outros postulantes que já decidiu quem apoiar. O deputado fluminense tem 49% dos votos totais, e havia conquistado 42% no primeiro turno. Já o petista registra 36% - no domingo passado, angariou 27%.

Brancos e nulos somam, segundo o Datafolha, 8%. Apenas 6% se declaram indecisos.

O voto de Bolsonaro está bastante distribuído pelo País. Como no primeiro turno, ele só perde regionalmente para Haddad no Nordeste, onde o petista tem 52% dos votos totais, contra 32% do capitão reformado do Exército.

Isso explica os acenos recentes de Bolsonaro para o eleitorado daquela região, que tem a maioria dos assistidos por programas de distribuição de renda. Ontem, ele prometeu criar um 13º salário do Bolsa Família.

O deputado vence com folga na região mais populosa, o Sudeste: 55% a 32% dos votos totais. Seu melhor desempenho é no Sul, 60% a 26%, seguido pelo Centro-Oeste (59% a 27%). No Norte, vence por 51% a 40%.

Perfis

Confirmando a tendência registrada ao longo da campanha, as mulheres dão menos apoio a Bolsonaro, 42% dos votos totais. Entre homens, ele atinge 57%. A equação é invertida na intenção de voto para Haddad: o petista tem 39% entre mulheres, empatando na margem com o deputado, e 33% do eleitorado masculino.

Pretendem votar no capitão reformado pessoas mais ricas (62% nos segmentos entre cinco e dez salários mínimos e acima de dez) e escolarizadas (58% de quem tem ensino superior).

Haddad vai melhor no outro extremo: apoio de 44% de quem tem só o ensino fundamental e o mesmo índice entre os mais pobres (renda familiar média mensal até dois salários mínimos).

O Datafolha comprova o apoio maciço a Bolsonaro entre os evangélicos, grupo privilegiado em suas manifestações e intenções programáticas. O deputado tem 60%, contra 26%, entre eles. Já entre os católicos, a disputa está em 46% a 40% para o capitão.

Também foi perguntado ao eleitor quando ele decidiu seu voto no primeiro turno. No dia do pleito, foram 12%, contra 9% em 2014. Na véspera, 6%, número igual ao da eleição presidencial passada. Já a decisão um mês antes de ir às urnas ocorreu para 63% - 72% entre os bolsonaristas. Em 2014, o índice era de 67%.

Foram entrevistadas 3.235 pessoas em 227 municípios. A pesquisa foi registrada no TSE sob o número BR-00214/2018. O nível de confiança é de 95%. 

Eleitores de Ciro migram para Haddad

Pesquisa Datafolha mostra que a maioria dos eleitores de Ciro Gomes (PDT) votará em Fernando Haddad (PT) no segundo turno, enquanto mais da metade dos que votaram em Geraldo Alckmin (PSDB) migra para Jair Bolsonaro (PSL).

O levantamento foi feito ontem, com 3.235 entrevistas presenciais em 227 municípios. A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos.

O recorte, que leva em consideração apenas os votos válidos, mostra que 75% dos eleitores de Ciro preferem Haddad no segundo turno, contra 25% que optam por Bolsonaro. Entre os eleitores de Alckmin, 58% votarão em Bolsonaro e 42%, em Haddad.

No caso de João Amoêdo (Novo), a maioria (73%) prefere Bolsonaro, contra 27% que opta pelo petista no segundo turno. Já os eleitores de Marina Silva (Rede) são majoritariamente favoráveis a Haddad – 67% escolhem o professor da Universidade de São Paulo (USP) e 33%, o militar. 

A pesquisa mostra que, no quadro geral, Bolsonaro tem 16 pontos percentuais de vantagem sobre Haddad. O militar tem 58% das preferências de voto, contra 42% de Haddad. 

No primeiro turno, Bolsonaro teve 46,03% dos votos e Haddad, 29,28%. Isso mostra que ambos tiveram subidas parecidas – o militar, 12 pontos percentuais; Haddad, 12,7.

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