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João Guilherme D´Arcadia 04/12/2018

Orçamento de 2019 passa com 4 emendas

Vereadores contrariam parecer de comissão e aprovam parte das sugestões; presidente desempata em três delas

  
Moradores de Jaú protestam durante sessão da Câmara Fotos: Laís Monteiro

A Câmara de Jaú aprovou ontem o orçamento de 2019, que prevê R$ 427 milhões em receitas e despesas para os cofres municipais no próximo ano. O texto original do prefeito Rafael Agostini (PSB) passou com quatro emendas – outras cinco foram rejeitadas.
A Lei Orçamentária Anual (LOA) foi apreciada em dois turnos e recebeu R$ 1,6 milhão em alterações propostas por Tito Coló Neto (PSDB), que estabelecem verbas para exames de grande complexidade e cirurgias em atletas, cobertura de quadra na Vila Ribeiro e obras em ginásios (veja quadro).
Os textos foram as únicas ideias da oposição aprovadas. As demais foram rejeitadas em placar apertado, e o presidente Lucas Flores (PSD) precisou desempatar pela reprovação em três delas: verbas para infraestrutura no Distrito de Potunduva, reforma no Cemitério Municipal Ana Rosa de Paula e cirurgias eletivas.
Neste ano, a base aliada do prefeito adotou estratégia para evitar constrangimentos na votação da LOA: em vez de propor emendas ao documento original, sugeriu a inserção das rubricas por meio de requerimento. Diante disso, a discussão foi monopolizada em torno das proposituras da oposição. A Comissão de Finanças, Orçamento e Economia havia apresentado parecer desfavorável a todas elas, o que não foi seguido na íntegra pelos aliados.
Os autores das emendas defenderam as alterações. “Essa emenda do recapeamento tinha que ter passado porque a cidade inteira está em um buraco só”, afirmou Tuco Bauab (MDB). “Fazer emenda é perda de tempo. Aprovam da forma como o prefeito quer, e não da forma como o povo quer”, opinou João Pacheco (PSDB). “Todas são de grande valia, mas os vereadores da situação resolveram fazer requerimento em vez de emenda”, lembrou Maurílio Moretti (Patri).
Aprovado, o orçamento segue para sanção do prefeito e entra em vigor a partir de 1º de janeiro.

Água

Pela segunda sessão consecutiva, os vereadores repercutiram o aumento de 15,8% na água, autorizado pela agência reguladora Saemja. Requerimento pede a presença do presidente do órgão, Jorge Alcalde, para explicar os parâmetros do reajuste. Com faixas, moradores voltaram a criticar o porcentual e cobram um posicionamento da Câmara. 
Luiz Henrique Chupeta (PSDB) lembrou que, em Mineiros do Tietê, o Poder Legislativo aprovou a rescisão contratual com a antiga concessionária. Mais enfáticos que na semana passada, os vereadores da base se uniram aos da oposição para questionar a majoração. 

Galeria de imagens:(Clique para ampliar)

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