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Folhapress 06/12/2018

MP abre inquérito para apurar morte de cadela em supermercado

  

O Ministério Público (MP) do Estado de São Paulo instaurou ontem inquérito para apurar a morte da cadela conhecida como Manchinha no supermercado Carrefour de Osasco (Grande SP). A investigação foi aberta pelo promotor Marco Antônio de Souza. Segundo o MP, o procedimento teve início após o recebimento de diversas representações e ampla divulgação do caso, tanto pela imprensa quanto pelas redes sociais.

Na portaria do inquérito, o promotor destacou que, de acordo com relatos, as agressões teriam partido de seguranças do estabelecimento. Ao instaurar o procedimento, Souza considerou, entre outros elementos, que é um dever do estado proteger todos os animais.

O promotor também frisou que, segundo a Constituição, pessoas físicas ou jurídicas que adotam condutas consideradas lesivas ao meio ambiente devem sofrer sanções penais ou administrativas. Entidades de defesa dos animais marcaram uma manifestação para este sábado, às 15h, em frente ao supermercado. "É uma forma de protestar sobre tudo o que ocorreu com esse cachorro e tentar evitar que novas mortes aconteçam. Infelizmente, muitos estabelecimentos são coniventes com os maus-tratos dos animais", afirma Rafael Leal, da ONG Cão Leal.

A cadela ganhou várias homenagens nas redes sociais. A imagem mais comum foi o animal com uma auréola de anjo. Campanhas que já haviam viralizado foram adaptadas, como Mexeu com Um, Mexeu com Todos e Ninguém Solta a Pata de Ninguém. Também ganhou força na internet incentivo para boicotar o supermercado e produtos com a sua marca.

Inquérito policial de maus-tratos foi aberto pela Delegacia de Investigações sobre o Meio Ambiente de Osasco. A polícia aguarda o depoimento do segurança do supermercado que estaria envolvido nas agressões. O caso ocorreu na quarta-feira da semana passada. Ganhou força após a divulgação de imagens do animal ferido.

 

Outro lado

 

O Carrefour reconheceu que houve um grave problema e que a empresa não vai se eximir de sua responsabilidade. Disse que aguarda a conclusão das investigações pelas autoridades e que afastou o funcionário envolvido desde o início da apuração do caso. Afirmou que está recebendo sugestões de entidades para construir uma nova política de proteção dos animais. (Folhapress)

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