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ESTELA CAPRA 11/01/2019

Em sete anos, gás de cozinha sobe 72%

De 2012 a 2017, foi observada queda gradativa no consumo do produto em Jaú

  
Botijão de gás custa R$ 75 para entrega em Jaú Pedro Ventura/Agência Brasília

O preço médio do botijão de 13 quilos do gás liquefeito de petróleo (GLP), também conhecido como gás de cozinha, subiu R$ 29,16 em sete anos em Jaú. O índice indica alta de 72,59% no preço do produto de 2012 a 2019, de acordo com levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). 
Segundo a ANP, o valor médio do botijão em dezembro de 2012 era de R$ 40,17. Já na semana passada, a agência averiguou o preço médio de R$ 69,33 por produto, com preço mínimo de R$ 65 e máximo de R$ 78 em nove estabelecimentos pesquisados. A reportagem entrou em contato com oito estabelecimentos revendedores de GLP e foi informada que o botijão de 13 quilos do produto é vendido a R$ 70 no balcão e R$ 75 para entrega na casa do consumidor. O preço foi constatado em todas as lojas contatadas. Ao calcular o aumento baseado no preço informado pelas empresas, considerando a taxa de entrega, o índice é ainda maior, alcançando 86,70%.
De acordo com o assistente executivo da Secretaria de Energia e Mineração (que em breve passará a se chamar Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente) do Governo do Estado de São Paulo, Reinaldo Alves Almança, o aumento considerável se deve a nova política de preços adotada pela Petrobras seguindo o mercado internacional. “Como o governo Dilma Rousseff subsidiava bastante o GLP, o preço estava em descompasso com a realidade do mercado internacional”, comenta Almança. “Com a vinda de Pedro Parente para a empresa, ele resolveu reduzir despesas e atrelou toda política de preço de derivados de petróleo à política internacional como forma de não ter mais prejuízo, ou seja, se o dólar sobe, o preço sobe. Com isso, estancou as despesas com importação, mas o consumidor saiu pagando”, afirma. Neste período, foi observada queda gradativa no consumo de gás de cozinha na cidade. Se em 2012 os jauenses consumiram 5,5 mil toneladas de GLP, em 2017, o número registrado foi de 4,7 mil toneladas, 14,48% a menos.
O número mais baixo registrado foi em 2015, quando foram consumidos 4,6 mil toneladas de gás de cozinha na cidade. Segundo o assistente executivo, a redução se dá por conta da crise econômica enfrentada pelo País e que, desde este registro, foi observada pequena retomada. Almança avalia que a oscilação no consumo residencial é quase imperceptível. “Os grandes gargalos são os setores comercial e industrial, que por conta da crise, tiveram redução na capacidade de produção fazendo com que houvesse também redução no consumo de GLP.”

Gás natural

Segundo Almança, a tendência é de crescimento no consumo nos próximos anos por conta da retomada na economia. No entanto, o ele avalia que, apesar do aumento da produção ser positivo, o gás de cozinha é combustível poluente e que, uma opção para ele seria o gás natural. “Jaú ainda não é abastecida por gás natural, mas, no momento que for, com certeza haverá redirecionamento de consumo para o gás natural. A princípio é mais caro, mas compensa mais, pois consome menos, é mais limpo e a oferta é garantida”, comenta. Algumas concessionárias estão com políticas de expansão da malha dutoviária para cidades de médio porte. Os municípios de Igaraçu do Tietê e Barra Bonita já ofertam gás natural para empresas.

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