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João Guilherme D´Arcadia 12/01/2019

Novo teatro poderá se chamar Hilda Hilst

Aprovado pelo Conppac, o antigo armazém de café abrigará centro cultural em Jaú

  
Aprovado pelo Conppac, antigo armazém de café abrigará centro cultural Divulgação/Prefeitura de Jaú

O Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Arquitetônico e Cultural de Jahu (Conppac) aprovou na noite de quinta-feira o projeto de construção de um centro cultural no antigo armazém de café – imóvel tombado com grau máximo de preservação na esquina entre as Ruas Humaitá e Quintino Bocaiúva. A proposta, financiada pela iniciativa privada, foi aprovada por todos os conselheiros. O projeto foi apresentado pela empresa responsável pela obra. De acordo com o diplomata e diretor da Somatória Desenvolvimento, Ramis Aiub Júnior, as ideias apontadas na reunião foram acatadas, como o aumento da capacidade da sala de espetáculos para 380 pessoas. “Com a aprovação por unanimidade, vamos apresentar o projeto na Secretaria de Mobilidade Urbana para que possa seguir a tramitação”, explica o representante dos investidores. “Os conselheiros ressaltaram a necessidade da obra atender outros
dispositivos legais, como o Plano Diretor do Município e a Lei de Acessibilidade, quesitos que ultrapassam as atribuições do conselho”, explica a presidente do Conpacc e secretária de Cultura e Turismo, Carol Panini, por meio da Secretaria de Comunicação.
O centro cultural deverá se chamar Hilda Hilst, poetisa e escritora jauense notabilizada por ser autora uma das mais complexas e inovadoras obras do século 20 no Brasil. Apesar do reconhecimento obtido fora daqui – foi homenageada na Festa Literária de Paraty (Flip) do ano passado, por exemplo – a poetisa não dá nome a nenhum espaço público no Município.
A proposta é edificar o centro cultural em três andares, além do subsolo com estacionamento. Além da sala de espetáculos, o local abrigará escola de circo e cinema, espaço para exposições rotativas, museu, cafeteria e restaurante. O imóvel pertence à Sociedade São Vicente de Paulo, com a qual será assinado contrato de gestão. De acordo com o Plano Diretor, o espaço só pode abrigar equipamentos culturais. (JGD)

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