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João Guilherme D"Arcadia 12/01/2019

Pedágios cobrarão R$ 4,40 e R$ 7,20

SP-304 será a única rodovia que passa por Jaú não concedida; ônibus e vans terão reajuste

  
Cobrança na praça de pedágio da Jaú-Barra deve começar ainda este mês Fotos: Ricardo Recchia

As praças de pedágio localizadas entre Jaú e Barra Bonita e Jaú e Araraquara já têm os valores de cobrança definidos. O trajeto até Barra custará R$ 4,40 por trecho e até Boa Esperança do Sul, R$ 7,20 – ambos os valores para veículos de passeio. O início da cobrança depende de autorização da Secretaria de Logística e Transporte, que deve sair até o dia 28 deste mês. Motociclistas também serão cobrados, em R$ 3,60 (Araraquara) e R$ 2,20 (Barra).
De acordo com a assessoria de imprensa da concessionária, clientes de serviços de cobrança automática – em veículos de passeio – terão descontos nas tarifas, e pagarão R$ 6,84 (Araraquara) e R$ 4,18 (Barra).
Com o início dos pedágios, apenas a SP-304 segue “gratuita” para os motoristas na região. A SP-225, já concedida à Centrovias, tem pedágios nos trajetos até Bauru e até Brotas. Agora, a SP-255, concedida à ViaPaulista, iniciará as cobranças.
Usuários da rodovia se preparam para uma reação em cadeia, a começar pelos motoristas de vans que conduzem estudantes a Jaú e a Araraquara todos os dias. A van que faz a viagem Jaú-Barra todos os dias custa em média R$ 280/mês, e a previsão é a de que o valor suba antes mesmo do início do ano letivo. A revisão das passagens de ônibus poderá ser feita assim que a cobrança começar, levando em conta a taxa média de ocupação da linha, segundo a assessoria de imprensa da Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte (Artesp).

Duplicação

Concedida em junho de 2017 à empresa do grupo Arteris, por R$ 1,2 bilhão, a chamada Rodovia dos Calçados liga Franca a Itaporanga, na divisa com o Paraná, passando pelo trecho Jaú-Barra, um dos mais movimentados da SP-255. Entre os projetos da concessionária está a duplicação da via. 
Em visita a Jaú em setembro do ano passado, o então candidato a governador João Doria (PSDB) defendeu o sistema de cobrança Ponto a Ponto, que cobra por quilômetro rodado. “Não faz sentido que alguém entre em uma rodovia que tem 100 quilômetros de extensão, percorra 10 quilômetros e pague por 100. Ela pagará a tarifa ponto a ponto”, afirmou ao Comércio na ocasião.

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