...
PUBLICIDADE

Agnus Dei

POR Cícero Brasil Ferraz 12/01/2019
O homem pós-moderno se equilibra e se contra-equilibra na balança da bipolaridade da vida-e-morte. Hoje, com o avanço da ciência fisio-farmacológica, não podemos mais medir o homem por sua idade cronológica e, sim, pela “idade da vida”. Uma mulher, por exemplo, de 60 anos hoje não é a mesma mulher de 20 anos atrás. Por exemplo, cronologicamente os anos vividos por ambas as mulheres são de trezentos e sessenta e cinco dias x vinte anos, mas a idade de vida não é mais a idade da vida. Mudou - e mudou muito...
A ciência com todo esse avanço tenta de alguma forma amenizar o impacto da morte sobre os “reles mortais”. A longevidade da vida, a extensão, a qualidade e a longevidade da vida são provas incontestes dessa realidade; e uma possível cartarse da sombra da pena da morte imposta aos homens. Seria uma mini síntese da vida-e-morte imposta aos homens. 
Conquanto a ciência tem podido amenizar a “pena de morte” imposta como fadário dos homens, não tem podido aliviar a sua pena da morte. Ele vai morrer... certamente que sim.
O cristianismo como uma religião eminentemente de vida, não propõe nenhuma síntese, mas uma doutrina com uma dialética supra histórica: a vida morta de Cristo exterminou com seu poder a morte para sempre. Sua morte foi com o seu poder mais forte do que a frágil morte dos humanos. (Como um veneno de cobra que imuniza os que são ofendidos pelo poder tóxico de sua morte). Assim, portanto, a morte mata a morte não livrando, como numa mini síntese da pena de morte, mas da pena da morte, ou seja, a morte não nos mata mais. No dizer de Paulo: “tragada foi a morte pela vitória”.
Um indulto norte-americano, por exemplo, pode livrar alguém da pena de morte, mas não poderá livrá-lo da implacável pena da morte. Nada poderá livrar o homem dessa condição senão o ser “inoculado” pelo próprio remédio de Deus.
O cristianismo é exclusivista e não aceita outra qualquer manifestação de fé que seja verdadeira em toda a sua essência. Vê todos os outros “remédios para a morte” apenas como placebo. Ele não é politicamente correto. Quando os cristãos afirmam que quem salva “e só Jesus” não é da mesma forma de que alguém obcecadamente pode afirmar uma verdade teologal.
Os cristãos sabem que só Jesus viveu como viveu, morreu como morreu e ressuscitou como ressuscitou. Sabem-no por experimentarem misticamente (por experiência pessoal) essa crença e, ainda, por tê-la em seus documentos histórico. Razão e sensação comprovam que o Deus cristão o livrou da pena da morte.

Cícero Brasil Ferraz é pastor da Igreja Presbiteriana de Jaú.
cicerobrferraz@gmail.com