...
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Os 37 milhões de eleitores que reelegeram Dilma Rousseff, mesmo sem votar em Dilma

POR Giovanni Mockus 11/12/2014

Não venham me dizer que o voto branco ou nulo, e até mesmo o ato de não votar, seja uma “posição" política. Não neste momento em específico da política nacional. Não em um pleito em que 3,4 milhões de votos (3%) garantiram a reeleição. Em um momento em que a permanência de um mesmo partido no poder (agora por 16 anos) fez emergir na população um sentimento de mudança e patriotismo que não se via no brasileiro desde 1992 com o impeachment do então presidente da República Fernando Collor de Mello.

É válida essa “margem da vitória” ao se tratar de democracia, entretanto, a mesma validade dessa margem é colocada em xeque ao vermos a soma das taxas de abstenção, brancos e nulos ser de 30% do eleitorado.

Falta de responsabilidade política daqueles que usaram do discurso “não me representa”. Falta de responsabilidade porque, com esse discurso, o Brasil inteiro ficou na iminência de uma mudança necessária no que diz respeito à “alternância de poder”, preceito fundamental do regime democrático.

A questão em evidência: o que motivou 37 milhões de brasileiros a deixarem de exercer o maior direito democrático e constitucional que o nosso povo conquistou tão recentemente a custo de armas em punho? Por que preferiram ter um “voto de avestruz” a escolher entre dois candidatos para o maior cargo desta República? O afastamento do brasileiro frente às questões políticas do País é calculado e intencional. Uma manobra política que põe a democracia desta Nação sob o questionamento da ética e da moral. O brasileiro assistiu, por 60 dias, a violenta campanha do PT invadir o seu lar e propagar a incerteza. Assistiu, por 60 dias, as agressões publicitárias desnecessárias (ou necessárias para tal partido) aterrorizarem a sociedade com mentiras e ilusões. Assistiu, por 60 dias, a campanha de desconstrução de imagens de líderes políticos. Assistiu por 60 dias, a desmandos políticos cometidos pelo Partido dos Trabalhadores contra a sociedade brasileira ao fazer uma campanha suja, uma campanha do medo.

Agora, a batalha a ser travada por todos aqueles que ainda acreditam em uma Nação mais justa, mais forte e mais correta será reeducar o País. Garantir que o povo brasileiro volte a dar atenção às questões políticas, pelo que realmente importa: educação; saúde; moradia; emprego. Um futuro amplamente próspero para o Brasil, pois, como um dia disse nosso querido Eduardo Campos: “É aqui onde iremos criar nossos filhos”.

Giovanni Mockus é graduando em gestão de políticas públicas pela Universidade de Brasília (UnB) e membro da Rede Sustentabilidade. Twitter: @giovannimockus